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Introdução rápida aqui: eu fiz essa resenha crítica em conjunto com os dois primeiros, ou seja, caso queria ter uma experiência mais completa de leitura recomendo passar no meu perfil depois. Enfim, boa leitura!

Olha de toda a franquia, esse é o mais "fraco". Não, ele não é ruim, terrível ou pavoroso, mas entre os outros dois que temos ele é bom no que se propõe. Como foi lançado em 2012 os gráficos e a gameplay é idêntica ao 1 então nem resenharei sobre isso, mas posso dizer que por estar em um bioma diferente do primeiro ele é, digamos, mais leve (como é um deserto com poucas props então dá pra entender o porquê ele é mais otimizado). "Tá mas, então não preciso jogar né?" bom, muito pelo contrário. Vou dar uma resumida na história já que elementos que fazem parte do Alan Wake 2 estão presentes aqui, e é bom jogar o spin off para dar uma contextualizada antes. Dessa vez acompanhamos o nosso escritor favorito Alan Wake em mais uma tentativa de sair do lugar obscuro utilizando um roteiro da série Night Springs, enquanto é atormentado pela sua cópia "do mal", o Sr. Scratch (é, eu não soube como colocar sem ser "do mal", que medo!). Apesar do jogo ser bem curto ele coloca em cena dois pontos que serão recorrentes a franquia: os loops (afinal quando você pensa que o jogo vai terminar, tudo dá errado e você volta desde o começo do jogo) e o Sr. Scratch. Então sim, ele é um jogo "necessário" para entender melhor a história. Porém, por mais que pareça que ele seja mais um dos jogos spin offs que você joga pensando: "meu deus do céu que pedra no sapato que tem que jogar isso", ele é surpreendentemente divertido. Ao contrário do Alan Wake 1, ele não é tão focado no terror e mais na ação, ou seja, o negócio com o American Nightmare é sentar o dedo no gatilho. E isso ele faz muito bem. Como ele é altamente dinâmico não fica algo tão batido e chato, mas sim algo realmente divertido de se jogar. Inclusive um dos pontos mais altos do jogo e que sinceramente é algo que graças a deus a franquia Alan Wake tem é colocar rock pra tocar em algumas partes do jogo. Sim, você não leu errado. Admita comigo: nada bate aquele momento do jogo que aparece 100 inimigos e começa a tocar um rock. Aí sim o jogo começa de verdade. Mas brincadeiras à parte, esse é um motivo que deixa o jogo sendo bem único, afinal quem não gosta disso? Claro que esse não é o único motivo que eu recomendo o American Nightmare, afinal tem a lore e tudo mais, fora claro o modo arcade que eu não joguei ainda (me perdoem!) mas ele é um spin off interessante do remedy verso, não há como negar.
Posted 29 September, 2025. Last edited 30 September, 2025.
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13.9 hrs on record
Introdução rápida aqui: eu fiz essa resenha crítica em conjunto com o spin off, ou seja, caso queria ter uma experiência mais completa de leitura recomendo passar no meu perfil depois. Inclusive esta parte aqui abrange tanto o 1 quanto o 2, já que a epic games não deixa fazer análises, o que é uma pena. Enfim, boa leitura!

Alan Wake 1

Alan Wake 1 com certeza é um dos jogos mais atuais que eu já joguei. Sim, ele foi lançado em 2010, a 15 anos atrás (no momento que escrevo esta resenha) porém ele é incrivelmente polido e perfeito para qualquer momento que você começar ele, mesmo em 2025, parece algo que foi lançado a uma semana atrás. E isso é incrível. Sinto que não dá para não falar de Alan Wake sem mencionar a história, não só no quesito narrativo mas também em como ela faz parte da gameplay. Mas vou por partes: sobre o que se trata esse jogo? A história segue a vida do escritor Alan Wake que após lançar o seu último livro teve um bloqueio artístico, sabendo disso a sua esposa Alice Wake leva ele para Bright Falls para tentar fazer essa escrita sair de um jeito ou de outro. Infelizmente para o azar do Alan a esposa é sequestrada por uma força sobrenatural e cabe a ele agora ir atrás dela. Não adianta, quando o negócio tá ruim ele vai piorar. Tá mas agora falando um pouco mais sério, é depois destes eventos que o jogo se inicia e então você percebe como a narrativa se mescla com o jogo e vice e versa: ao percorrer todo o jogo você acaba encontrando páginas de manuscritos, escritos por Alan Wake e descrevendo eventos futuros. Um exemplo é achar uma página que descreve exatamente o que vai acontecer no próximo passo da história. E eu não preciso nem falar o quanto isso é legal, não é!? Não só porquê o personagem principal da história é um escritor, como também você sente exatamente o que essa mecânica propõe: você só sabe um recorte do momento, não ele inteiro. A história principal vai se desenvolvendo ao longo da trama porém de vez em quando você recebe lampejos de como ela pode se seguir. Isso é fantástico. Fora também que em grande parte da narrativa ela é descrita com a voz do Alan Wake (Matthew Porretta) e com o mesmo tom das páginas, ou seja, você não apenas está jogando um jogo, mas também recebendo a narrativa por um meio literário, como se realmente fosse um livro que está sendo lido para você. Por isso eu sinto que Alan Wake é um jogo atemporal. Ele não apenas apresenta a narrativa do modo convencional, com cutscenes e falas do personagem, mas também com uma descrição detalhada dela, incorporando os aspectos que regem um livro para dentro da história. Claro que por ser um jogo ele é algo muito mais "concreto", a visão de como são os personagens fisicamente, seus trejeitos e modo de falar são complementados com a dublagem, os gráficos e tudo mais.
Aproveitando que comentei sobre a parte mais visual eu gostaria de falar sobre os termos gráficos dele, como é um jogo em que o mundo não é aberto grande parte do ambiente dele é muito bem refinada, ou seja, mesmo jogando atualmente ele não fica muito para trás de jogos lançados por exemplo no meio da década de 2010. Claro que por ser desta época existem sim limitações mas não é algo que faz uma diferença significativa na gameplay. E é claro que com os gráficos bonitos do jeito que são, a atmosfera de Alan Wake é algo muito, mas MUITO boa. Enfim, escrevendo aqui a resenha crítica me deparei com um questionamento: de tantos jogos, por que especificamente eu gostei tanto de Alan Wake? Não só por causa de ele ser tecnicamente fantástico mas também pela experiência que ele é: uma experiência da arte, feita por artistas. Sim, ainda é um jogo de uma empresa grande mas ele é um jogo com alma. Dá para ver, ou melhor, dá para sentir. Uma das coisas que mais demonstra isso é o quanto ela é utilizada de formas diferentes, seja em textos, músicas, artes, enfim deu pra entender! Então se eu recomendo... Ainda duvida que não!? É claro que sim!

Alan Wake 2

Certo, esse sim é difícil de resenhar sobre. Sempre que começo a escrever aqui essa resenha (e também outras) acabo voltando, apagando, pensando, modificando e etc. Enfim, é complicado! Às vezes escrever é um caminho simples, às vezes um caminho tortuoso, no fim nunca sei como qualquer texto que começo a escrever vai terminar no fim... É algo curioso. Sinto que esse motivo foi o principal por eu ter gostado tanto de Alan Wake, desde o primeiro. A história é sobre quem? Um escritor. O que eu mais gosto de fazer? Escrever. Não tinha como eu não gostar. Claro que esse não é o único motivo (afinal eu adoro um bom suspense) mas querendo ou não, é o que mais me chamou atenção. E retornando ao que disse na resenha do primeiro, é uma experiência de arte feita por artistas. Se naquela época já ficou algo único, é claro que o bis iria ser tão bom quanto. Enfim, eu tenho que resenhar o resto do jogo né!? Então desta vez não vou comentar inicialmente da história, mas sim dos gráficos. Por que especificamente dos gráficos? O motivo é simples: é provavelmente um dos jogos mais pesados da década de 2020. Mesmo que ele tenha sido lançado em 2023 não tenho dúvidas que lá pelo final ainda assim Alan Wake 2 ainda vai ser uma pedra no sapato para rodar. E como foi. Sim, o jogo é visualmente lindo, não há como duvidar disso. Porém mesmo aqui com meu computador foi bem sofrido para rodar, em áreas internas no máximo pegou 13 fps e nas externas 10 fps. Não é para qualquer computador. Claro que usando programas consegui deixar o jogo mais liso mas caramba, é realmente algo espetacular, mesmo com os gráficos reduzidos. A atmosfera de Alan Wake 2 é algo surreal de se ver e sentir, tudo é extremamente realista, inclusive em fatores mais paranormais como o lugar obscuro. Então mesmo que seu computador sofra para rodar, vale muito a pena pelo fato gráfico da atmosfera. E é claro o que me motivou também a jogar o 2: a história. Nesse novo capítulo ela é mais puxada ao terror, algo mais de utilizar do sobrenatural para colocar medo e criar suspense. Um breve resumo para quem se interessar: o jogo retorna a Bright Falls 13 anos após o sumiço do Alan Wake, no início acompanhamos a detetive do FBI Saga Anderson em um caso de assassinato em nome do "Culto da Árvore". E coisa vem, coisa vai e em dado momento o jogo te dá uma opção de escolher entre qual personagem você quer continuar a história: Alan ou Saga. Dá pra só jogar um? Sim, porém perto do final obrigatoriamente você também terá que avançar a outra campanha, como não existe uma forma específica de se seguir então fica a seu critério como ir acompanhando. Por fim eu gostaria de comentar sobre algo que faz de Alan Wake 2 um jogo único, algo fora da margem. Ele é um jogo primeiramente de terror e suspense, sempre tentando colocar dúvidas o quanto mais você avança, porém, ele não necessariamente se prende nessa fórmula. E isso faz ele ser tão diferente. Uma coisa que aprecio bastante quando consumo alguma mídia, é quando ela não se acorrenta no que ela se propõe, e Alan Wake 2 brilha nisso. O maior exemplo? Existe toda uma sequência musical em um momento do jogo, coisa de uns 30 minutos só tocando uma rock opera. E sinceramente por que não? É essa mistura que faz Alan Wake se solidificar não só como um dos melhores de 2023 mas também da década. No mais gostaria de agradecer se você leu até aqui (são bons pedaços de texto) e é claro recomendar a franquia, é algo que definitivamente vale o tempo e o preço. Caso você gostou desta análise eu recomendo minhas outras e nos veremos futuramente em outro local que não seja o lugar obscuro então: até!
Posted 29 September, 2025. Last edited 29 September, 2025.
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2.1 hrs on record
Desnecessário.
Joguei o primeiro e o segundo recentemente e o terceiro jogo é simplesmente esquecível.
Primeiramente que é uma visual novel todos os jogos da franquia. Os dois primeiros títulos cumprem bem essa função porém se equilibram bastante entre como manter a narrativa interessante já que as únicas referências que temos das pessoas que conversamos é o perfil delas. Porém o primeiro jogo consegue cumprir bem, o segundo jogo fica um pouco atrás mas não muito. Querendo ou não a nostalgia segura bem o jogador, afinal tudo é ambientado nos meados dos anos 2000. E isso parece que se tornou um problema. No terceiro jogo simplesmente é só mais um banho de nostalgia pra quem usou a internet nessa época, senti muito que os jogos reciclam MUITO os personagens (a Emily no primeiro pro segundo e terceiro bem como a Evelyn).
Não necessariamente é uma coisa ruim, tem jogos que reciclam os personagens mas sem perder o "tempero" que eles continham. Aqui não. Aqui basicamente senti que são as mesmas personagens, a mesma personalidade, exatamente a mesma coisa. E os personagens novos sinceramente? Esquecíveis.
Eu tentei jogar esse jogo mas não adianta, não conseguiu se sustentar sozinho. É basicamente o mesmo jogo N° 3, com o mesmo roteiro batido de sempre, os mesmos ciúmes, e a mesma história slice-of-life. Eu adoro este gênero porém quando feito várias vezes ele fica exatamente em três palavras: chato pra dedéu.
Infelizmente Emily is Away <3 tenta e tenta reciclar o sucesso dos dois jogos mas sem o charme ele vira só mais um jogo descartável.
Posted 2 August, 2025. Last edited 2 August, 2025.
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17.5 hrs on record
"Esta ação terá consequências"
Bom, o que falar de Life is Strange né?
Sei que para jogar esse jogo eu me atrasei uns.... deixe me ver.... 10 anos!
Mas mesmo antes de cogitar baixá-lo, sim, eu infelizmente já sabia o final. Não dá pra usar a internet sem tomar um spoiler de algo que você jogará daqui uns anos (pois é, realmente as ações tinham consequências).
Porém mesmo sabendo o final do jogo, eu decidi ir atrás. Querendo ou não, o meio faz o final então é sempre melhor entender a história para então chegar no fim e ficar "ahhhhhhh..... então é por isso que esse final é assim!" e não ser aquele tipo de pessoa que pensa: "Já sei o final. Não adianta ir atrás."
Enfim, apesar de tudo isso resolvi então comprar o jogo e ir jogando, e caramba. Este jogo foi lançado quando mesmo? 2025? Pois é, mesmo eu jogando a versão de lá atrás ainda assim é tão bem feita que não senti nenhum solavanco de jogar atualmente. Como eu sempre gosto de dizer para jogos que merecem este título: o jogo é lindo!!!!!! Life is Strange tem um charme realista/cartoon, algo que se pesasse mais para um lado provavelmente não daria muito certo, porém deste jeito balanceado é o que mais funciona.
Falando nisso, queria trazer também em como esse jogo é um jogo calmo. Claro que em dados momentos cruciais pro plot o bicho pega mas em certas horas ele é um dos jogos mais tranquilos de se jogar, um jogo realmente gostoso de passar o tempo. Eu diria também que se você quer um bom jogo atmosférico, Life is Strange é uma ótima aposta, não só porquê se passa em um tempo próximo (2013) como também tem uma dublagem excepcional. Olha é de se aplaudir as vozes que deram vida a Max e a Chloe, tal qual o resto do elenco, você consegue sentir a fagulha de vida correndo pelo universo de Life is Strange pelas atuações dadas aos personagens.
Eu sei que escrevendo essa análise eu teria que chegar no momento que eu não quero dar spoilers e que provavelmente você já sabe: o final. Não quero dar somente um foco maior ao final (que provavelmente é o mais comentado da franquia inteira) mas também falar sobre a narrativa em si. De certa forma é um jogo médio-longo, ele tem suas 15-17h. Porém são as 15-17h mais completas que joguei, tanto por questões de escolhas, por exemplo: algo que você fez lá no primeiro episódio para uma personagem pode ser lembrada pela mesma no quarto, o que aprofunda e muito a história ao redor de escolhas, e também é claro do próprio ambiente do jogo, tem MUITA coisa que pode ser vista. O fator "rewind" desse jogo é incrível.
E falando sobre o final, olha. Para mim que fiz um e logo fiz o outro foi como tomar uma facada, retirar, e colocar em outro lugar. São escolhas difíceis e mesmo que você faça uma, ainda assim não dá para sair ganhando. Pessoalmente eu tenho qual final eu prefiro mais mas é difícil. O grande lance de Life is Strange é que mesmo sabendo de tudo, você acaba criando um apego pelos personagens e tem horas que ter que escolher fica bem complicado.
Por fim quero dizer que esse jogo é fantástico. Mesmo que você já saiba uns 30% do que é Life is Strange como eu vale ainda a pena comprar e então jogar para descobrir os outros 70%. Por mais que você saiba o início e o fim, é o meio que determina se você vai gostar da história. E essa história garanto que você irá adorar.
Posted 20 July, 2025. Last edited 21 July, 2025.
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34.0 hrs on record
Deltarune é fantástico.
Sim, quero começar a análise assim pois não existe outra palavra que se enquadra melhor que essa, fantástico.
Talvez seja porque acabei criando uma história com esse jogo? Talvez.
Tá vai, é sim também por causa disso, mas o jogo é realmente muito bom!
Enfim quero contar aqui a minha história que tenho com esse jogo e ao longo disso analisando o próprio.
Em meados de 2019/2020, nos meus 13 anos, foi quando pela primeira vez decidi jogar Deltarune, anteriormente só havia visto vídeos mas nunca tinha pensado em baixá-lo.
Então fui lá e fiz o download do jogo no notebook da minha mãe, e joguei. Não me recordo quanto tempo passou mas puxa como me diverti. E não parou por aí. Na pandemia tive o azar de trocar de escola bem no início do ano então não tive oportunidade de fazer novas amizades, e as poucas que eu já tinha o único contato era pela Fortnite. Fora isso era eu e eu, ainda mais em um mundo que estava sendo completamente estraçalhado por um maldito vírus. Mas no meio de toda aquela tristeza e solidão resolvi rejogar de novo. E de novo. E de novo. Olha, não tenho o número exato de quantas vezes eu zerei o capítulo um mas garanto a vocês: foram mais de 10 vezes. Eu jogava no meu tempo livre, no meio das aulas (sim eu sei, mas algumas aulas eu não conseguia me aguentar).
E claro em termos técnicos o capítulo 1 é gostoso DEMAIS. É uma aventura rápida e bem-humorada, fácil de rejogar várias vezes e ir descobrindo pequenos segredos, ir testando coisas diferentes. Claro que é apenas 1/7 do jogo inteiro mas independentemente, é 1/7 MUITO completinho.
E então para dar um salto temporal vamos para 2021, exatamente 15 em setembro. O dia do anúncio do Capítulo 2. Nesse momento eu tinha 14 anos e de saber disso meu mundinho caiu. Até escrevendo aqui fui buscar tweets meus nessa época pra relembrar e bem... digamos que eu tinha esquecido do meu leve surto. Mas enfim, foi um momento que eu entrei em êxtase, afinal era a sequência do meu jogo favorito e iria ser de graça!? Não podia ser algo melhor. Como a maioria deve lembrar por essa época já estávamos quase chegando no final desta pandemia que assolou a humanidade nos últimos anos então no fundo do meu coração de adolescente de 14 anos aquele era um pequeno sinal que tudo iria ficar bem. Parece bobo mas saber que as coisas que eu gostava tinham de certa forma "passado" junto comigo por esse momento sombrio da história me deixou feliz. Claro que tinha muito a melhorar, a situação em si tanto para mim quanto para o mundo não eram das melhoras mas havia esperança.
Enfim, falando um pouco dos termos técnicos (sinto muito por cortar tão de repente, não soube como fazer uma transição menos brusca!) eu senti, no momento que joguei pela primeira vez até recentemente que houve um salto ENORME de qualidade entre o Capítulo 1 ao 2, não só em mecânicas quanto em história, carisma dos personagens, músicas, tudo MESMO. Claro que pelo que sei nesse novo capítulo o Toby Fox trabalhou com um número maior na equipe então era certo que coisa boa vinha aí. Só eu não esperava TANTA coisa boa.
Tenho um carinho pelo capítulo 2, tanto por ele ser um dos sinais que a vida, sim, apesar de todas as dificuldades, merece ser vivida, compartilhada e acima de tudo aproveitada da forma mais feliz possível.
Okay podem chorar se quiserem. Eu espero vocês voltarem. (Novamente peço perdão eu realmente não sei fazer transições leves.........)
E irei convocar um pequeno salto agora para... 2022? Sim, 2022. Queria apenas abrir um pequeno parênteses, agora no mesmo período de setembro mas um ano depois. Ocorreu um evento beneficiente chamado "Spamton Sweepstakes" onde quanto mais dinheiro doavam, mais itens eram desbloqueados e consequentemente pedaços nos novos capítulos. E sim, Junyver com 15 anos também deu leves surtinhos. Foi um período curto mas bem legal de se estar lá, ansiosamente esperando desbloquearam novas coisas para ir atrás.
E então agora sim vou dar o "último" salto, agora para Abril de 2025. (Coloco entre aspas como o "último salto" pois possivelmente irei retornar aqui quando os próximos capítulos estrearem).
Entre essa distância de tempo, provavelmente a maior, atingi os 18 anos então sim, bastante coisa mudou.
Mas é claro que quando vi que foi lançado o trailer dos Capítulos 3 e 4 era como se tivesse retornado aos 14 anos. Foi mágico, principalmente em ver o timer descendo dia após dia. Então quando chegou a zero e o jogo lançou na steam na mesma hora comprei, uma forma minha de "devolver" ao Toby Fox o quanto me diverti jogando os dois primeiros capítulos.
Então quando tive a oportunidade de jogar novamente a história de Deltarune após 4 anos não nego que foi um surto de felicidade. Depois de esperar tanto tempo, ver que ambos os Capítulos 3 e 4 não só tinham superados minhas expectativas como também eram EXTREMAMENTE BONS me deixou com ainda mais esperança de tudo que virá pela frente produzido pelo Toby Fox.
Vou dar uma breve descrição de ambos os capítulos porém irei poupar spoilers pois o melhor mesmo sempre é jogar por conta própria. Mas para quem já estiver familiarizado com o jogo eu percebo o quanto valeu a pena ter essa demora, em si não experienciei nenhum bug ou nada que me prejudicasse, tudo está muito bem nivelado. Em questão de gráficos, música, personagens eu realmente quero frisar que por todo esse tempo tudo foi MUITO mas MUITO caprichado então é difícil que você saia depois de uma jogatina sem se apegar ao mundo novamente. Coisa que sim, vai acontecer. Eu estou nessa altura do campeonato rejogando para fazer o 100% e também para fazer a outra rota mas olha o fator replay desses dois capítulos são tão bons quanto os dois anteriores.
E é claro, tem muita teoria pra fazer. Tenho certeza que nesse próximo "ano" que ficarmos sem um novo capítulo ainda assim terão coisas que a comunidade irá descobrir e compartilhar. Esse jogo é incrivelmente completo.
Por enquanto, esse vai ser o fim da review! Também gostaria de continuar descrevendo mais e mais sobre esse jogo porém por enquanto teremos que esperar por mais um tempinho até que Deltarune esteja completinho. Mas já digo com uma grande antecedência de aproximadamente 5 anos (e contando) que esse se tornou mais um dos meus jogos favoritos, o tipo de jogo que eu sempre recomendarei.
No mais esperarei ansiosamente a continuação dessa jornada e sempre que algo novo lançar irei complementar aqui nesta review para deixá-la o mais completa possível. Então a todos que leram até aqui no final meus profundos agradecimentos, de coração, por terem a paciência de ler todo esse textão aqui. Espero que tenham gostado tanto quando eu gostei de escrevê-lo. E para me despedir brevemente vou colocar aqui como sempre gosto de dizer: atéééé!!
Posted 9 June, 2025. Last edited 26 November, 2025.
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20.2 hrs on record (19.5 hrs at review time)
Acho que a melhor maneira de descrever a experiência de Until Then é: coragem.
Coragem em como seguir com a narrativa, coragem em estabelecer certas cenas e acima de tudo coragem em ter feito tudo o que o jogo representa.
Enfim, é uma lista longa de elogios pois não gostaria de dar spoilers nem nada, afinal a melhor experiência é a qual você não sabe de nada.
Um dos maiores atos que tenho que parabenizar a equipe da Polychroma Games é como ela conseguiu me emocionar não apenas uma mas sim três vezes. Garanto que não foi apenas a mim que em meio a narrativa e a música sentiu o olho molhar bastante. Isto é algo que aprecio muito: a coragem de poder arriscar em vários momentos distintos e mesmo assim suceder da melhor forma possível.
E é claro que vou voltar com o mesmo discurso batido mas que não canso de falar: tanto como literatura, cinema, pinturas video games são sim obras de artes. A melhor prova? Until Then!
Apesar do jogo seguir uma forma não muito "tradicional" (é uma Visual Novel então sim, boa parte do jogo é andar e passar as falas) ele é incrível. Sem dúvidas algo que me marcou bastante e quer irei levar para o resto da vida.
Agora aqui escrevendo o final da review... Não consigo encontrar palavras! Que coisa né? Enfim como é de praxe irei sim estar deixando a recomendação, não apenas se você gosta de Visual Novel como eu mas também quer ver uma história LINDÍSSIMA!!
Ademais, agradeço a quem leu tudo até aqui e até uma proxima review!
Posted 30 March, 2025.
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4.3 hrs on record
need someone to pegging me hmmm......
Posted 17 March, 2025.
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39.7 hrs on record (21.5 hrs at review time)
Eu acho que de todas as análises, essa foi uma das que eu mais quis escrever sobre.
Desde que o anúncio de Enigma do Medo foi publicado no youtube no finalzinho de 2020 eu estive esperando ansiosamente para poder jogar. E, agora em 2024 finalmente pude ter a chance de jogar.
Olha o jogo é impecável em todos os aspectos, todos sem exceções. História, enigmas, trilha sonora, dublagem, gráficos, imersão, tudo é feito com uma maestria ABSURDA. Ele tem já uma bagagem muito boa de ambientação, o universo de Ordem Paranormal é riquíssimo, mas mesmo assim o jogo deixa sua própria assinatura que até mesmo pessoas que não conhecem muito da lore vão gostar. Uma coisa que me impactou muito foi tanto os personagens, quanto as áreas em que você vai desvendando a história é de um modo não-linear, o que deixa o jogo com uma pegada mais dinâmica e interessante. Com isso para irmos conhecendo os agentes que trabalhavam no Perímetro temos que ir coletando pistas e assim vendo tanto como eles eram, quanto o trágico final que cada um teve. Essa atmosfera que temos de um lugar abandonado, junto com a dúvida do que ocorreu casam muito bem, fazendo que a cada sessão você queira ir mais e mais a fundo até o fim de tudo. Junto disso são mesclados os enigmas, fazendo que a própria história seja um grande quebra-cabeças, prontinho para você adentrar e solucioná-lo. Aliás os desafios são no ponto certo, não são tão fáceis mas também não são impossíveis, sendo aquele tipo que você pensa e pensa e quando tenta resolver, coloca o palpite e consegue olha pra tela e grita: "Isso aí!!!", são divertidos e sobretudo muito diferentes.
Um ponto fortíssimo que a equipe da Dumativa e o próprio Cellbit conseguiram trazer foi essa imersão tanto para os fãs que assistem o rpg e também para quem é um entusiasta do próprio núcleo de Ordem, eu sempre tive uma dúvida de como iriam trazer diversos elementos, mas posso afirmar que foi mantido um nível grandíssimo de cuidado para trazer toda a narrativa paranormal ao jogo. Um pequeno adendo que sim, eu li o livro de regras do rpg por interesse de saber mais sobre esse mundo mas eu posso afirmar que o jogo acolhe bem novas pessoas que querem saber mais sobre tudo isso, então se estiver com receio de comprar pela questão de não entender o que está acontecendo no jogo, fique tranquile! Boa parte do jogo auxilia quem é mais leigo neste universo.
Outra coisa que adorei no jogo e que fui reparando ao longo da jogatina é como esse jogo foi feito com MUITO carinho. Demorou 4 anos? Sim. Mas é inegável o quanto o Rafael Lange e toda a equipe da Dumativa deram o melhor para nos entregar Enigma do Medo. Senti bastante que foi também uma carta de amor do Rafael a si próprio, tanto pelo seu amor por Ordem Paranormal quanto ao mundo de videogames. Foi um trabalho realmente muito zeloso.
E é claro que tiveram sim bugs, tanto no jogo como na otimização, mas sinceramente? Quando o jogo é feito com amor eu relevo isso, não me atrapalhou em nada. Gostei DEMAIS dessa experiência, sinto que todo esse tempo de 4 anos valeu muito a pena esperar para pode jogar Enigma do Medo.
Gostaria de dar um agradecimento especial aos dubladores, cada voz ficou ÚNICA e PERFEITA em cada personagem dando vida a cada um deles.
No mais recomendo fortemente, teria tantas coisas para falar sobre o jogo porém sinto que é melhor você descobrir! Obrigado Cellbit e Dumativa por terem feito Enigma do Medo com tanto capricho e primor, valeu cada segundo ter entrado no Perímetro e poder ter feito parte desta história!
Ah e antes que eu me esqueça tenho uma mensagem especial a você quem está lendo isso, gostaria que sempre se lembrasse de uma coisa: O Deus do Medo está observando.
Posted 21 December, 2024. Last edited 21 December, 2024.
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3.4 hrs on record
Mouthwashing é um jogo definitivamente curioso.
Pela descrição da Steam e pelos visuais altamente psicodélicos, o que eu esperava ao jogar era uma jogatina carregada de ficção científica, com um mistério estranho e bizarro espreitando a cada capítulo.
Porém o que recebi foi uma história em que esta ambientação futurista/espacial foi colocada como pano de fundo para abordar questões mais filosóficas sobre a moralidade. E sinceramente: que bom que foi feito dessa maneira.
Difícil descrever sem dar eventuais spoilers mas a história de Mouthwashing é bastante envolvente, começando pelo mistério por trás da população da Tulpar e suas futuras consequências, coisa que fica mais e mais interessante conforme o roteiro avança e "abandona" essa temática ficcional científica em prol de manter um roteiro conciso sobre a moralidade falha de Jimmy, que apesar de no final do jogo ele "se desculpar", não apaga nenhum dos seus erros e nem ao mesmo se redime as pessoas que ele provocou sofrimento.
Isso pra mim Mouthwashing brilhou, apesar de ter um teor fantasioso conseguiu se manter bem pé no chão a uma história sobre alguém que corre de tomar responsabilidades pelos atos que cometeu. Apesar do jogo deixar certas coisas subentendidas não é algo difícil de entender a linearidade da história, mesmo ela indo e voltando. O jogo na melhor forma de descrever, é uma viagem. Uma viagem que te leva a lugares tão obscuros da alma humana que você começa a questionar o quanto alguém pode ser tão monstruoso.
Em suma, Mouthwashing é extremamente bom. Desde os personagens que são tão amarrados a história que a torna mais vívida, quanto aos visuais gráficos do jogo que tem um charme a mais. Apesar do jogo ser curto eu sinto que os desenvolvedores acertaram na dose certa do quanto ele deveria se estender, se fosse longo ia ficar maçante e sem sentido e se fosse curto não iriam conseguir desenvolver uma história tão amarrada e boa de se entender. Gostei? Muito. Recomendo? Com absoluta certeza e se possível, jogue sem saber nada sobre o jogo, é uma experiência.
Posted 12 November, 2024. Last edited 12 November, 2024.
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31.3 hrs on record (13.5 hrs at review time)
Inscryption.
Não me vem palavras a mente em como definir esse jogo, essa experiência que beira o improvável e sobretudo quebra completamente qualquer paradigma que você tenha sobre o jogo em mente.
Se possível recomendo que não leia e nem veja nenhuma gameplay, absolutamente jogue sem saber nada, claro que irei spoilar bastante da minha experiência a seguir então já deixo avisado aqui.
Quando comecei a jogar duas coisas eu sabia: era um roguelike e era no estilo de baralho, jogo de cartas.
Eu nunca tive uma experiência boa e bagagem em um roguelike, afinal apenas tinha jogado um EXTREMAMENTE desbalanceado o que deixou um gosto amargo na minha boca perante a esse estilo de gameplay, e sobre ser um jogo de cartas fiquei minimamente curioso para ver como isso iria se encaixar mas uma coisa eu percebi jogando: esse estilo encaixou MUITO com o jogo em si.
Abro o jogo, inicio, entendo as regras e fui jogar. É um jogo fácil de se aprender mas levemente difícil de dominar (porém muito recompensador). Jogava, passava de um boss e morria. Reiniciava, passava de novo do boss, ia até perto do segundo e morria por um pequeno erro meu. E repetia várias e várias vezes. Porém, ao invés de ser frustante e ir perdendo a vontade de jogar, isso me instigava mais e mais a continuar jogando até o final, esse jogo removeu por completo o meu preconceito de "morrer e ter que ir desde o começo", é MUITO GRATIFICANTE morrer e ir pegando outros bichos, ir alterando o deck até que você sabe que é invencível e consegue chegar na última fase, derrotar o Leshy e... Iniciar outro jogo? Pera como assim?
E é aí que Daniel Mullins abre toda a sua criatividade e te dá uma reviravolta em tudo, atmosfera, ost, gráficos. TUDO é basicamente novo, é como se fosse outro jogo. Na verdade, é outro jogo. O que jogamos no ato 2 não é nada menos que o Inscryption original, antes de Leshy tomar o controle. Paralelo a isso temos também a história do Luke que é quem está de fato jogando o jogo, a história dele é bem legal de acompanhar, tanto pelas filmagens que nos são dadas quanto pelos comentários que ele próprio faz de vez em quando enquanto você joga. Isso torna a experiência extremamente imersiva e divertida, faz você querer sempre estar engajando com o jogo para ir desvendando seus mistérios, tanto dentro quanto fora dele.
Mas pra mim uma coisa que me fez adorar esse jogo foi o ato 3, de volta ao 3D nos é mostrado que quem tomou o controle de Inscryption foi P03 e isso muda BASTANTE o jogo, agora com 5 lanes, sistema de baterias, sistema de gemas, sistema de recipientes, é realmente bastante coisa legal colocada na mesa para jogar, inclusive uma coisa que não falei antes mas é MUITO LEGAL como o jogo as vezes pede que você saia da mesa e procure em algum item, é algo que não te prende exclusivamente somente ao cenário da gameplay mas sim ao cenário todo, isso dá uma atmosfera muito absurda de boa afinal bastante coisas você consegue fuçar e depois usar no jogo (como cartas por exemplo).
O final pra mim é algo incrível, o que não esperar do criador de Pony Island não é mesmo? Ele abre bastante dúvidas e também fecha muito bem a história toda tanto de Inscryption quanto do Luke. Se tem algo que esse jogo faz no final é te colocar pra digerir tudo que você viu jogando, ir atrás pra ver os segredos que você passou no jogo por não ter feito algo e ir descobrindo mais e mais a história de Inscryption.
Definitivamente recomendo, esse jogo é lindo em tudo. Antes não mencionei mas os gráficos são algo tão único, é um estilo de 3D tão único e tão cheio de personalidade, esse jogo tem um estética tão boa de se ver que é algo que eu gostaria de ver mais. E essa estética não se estende só em gráficos, ela vai pra trilha sonora também que incorpora muito bem o que o jogo está mostrando, por exemplo no ato 1 geralmente as trilhas sonoras vem com acordes de violão, sons mais "naturais", enquanto no ato 3 já é algo mais eletrônico e "artificial" para combinar com o lugar que estamos jogando. Pode parecer bobo e óbvio isso mas agrega muito em como o jogo vai ser jogado e experienciado.
Novamente: jogue se possível. Não assista, não leia, não veja NADA sobre Inscryption. É uma linda experiência surreal que você não vai se arrepender de ter jogado.
Posted 30 June, 2024.
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